domingo, 6 de dezembro de 2009

S/Título. ÓleoS/Tela.65x54-2009

A pintura tem um vai e vem, uma gaveta escondida que se abre novamente quando se pensava estar já noutra fase criativa. Assim surgem as formas geometrizadas, os azuis luminosos teimosamente a surgirem à tona da superfície. A memória passada teima em regressar à tela, ou porque a pesquiza artística não terminou ou porque a alternativa, a cisão, o luto ainda não se fez...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

S/Título-Óleo S/Tela-60x80- 2009

Pintar é uma forma de escrita, um processo de comunicação interno, um diálogo entre a cor, a forma, o volume e a sensação. Espacialmente é bidimensional numa ilusão surpresa, descoberta revelada, signo e significado íntimo na viagem da abstracção. Em contraponto, a escultura é mais real, matérica, objectiva e concreta na sua tridimensionalidade. Na pintura predomina o sonho,a evasão e o trancendente. Na escultura a vigília, o perto, o aqui e o agora afagam o nosso espaço sensorial, também noutra procura do transcendente, talvez ao encontro da pintura...

sábado, 5 de setembro de 2009

S/Título.Acrílico S/Tela. 65x54

A atmosfera é a nossa lente do azul, do aqui para o longe, da verde planície para a montanha colorida de azul da nossa infância. Ou não fosse a Terra azul, vista do espaço. Ou não fosse a linha horizontal de azul, um poderoso calmante...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

S/Título.Óleo s/Tela.50x70.2009

Cada pintura é um desafio, mais ou menos orgânico, mágico como um pirilampo. O fazer e o desfazer, o construir e o desconstruir fazem-nos viajar ao universo primordial da infância e do porquê. A resposta fica em aberto, sem título...

terça-feira, 7 de abril de 2009

S/Título. Óleo S/Tela. 100x81. 2009

A luz tem sido uma constante ao longo da história da pintura. Os mestres do claro/escuro, Caravaggio, Vermeer, Rembrandt, Velasquez e Turner entre muitos, são faróis obrigatórios no desbravamento das trevas na busca do conhecimento.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Fernando Direito/ Cafés/Galeria 111/Ano 1986


Fernando Direito é um pintor que vive intensamente a pintura. Em Moçambique conviveu com  José Júlio e Malangatana. Durante anos foi artista exclusivo da Gal. 111. Com a sua exposição "os Cafés", Fernando Direito partilhou com Júlio Gonçalves um olhar sobre a importância que os cafés tiveram na nossa vida, quer para estudantes quer para convívio, particularmente antes do 25 de Abril. " Cafés - em torno da pintura de Fernando Direito" de Júlio Gonçalves, edição da 111, foi um momento feliz dos dois e para o Manuel de Brito, que viu praticamente todos os quadros de Fernando Direito a serem disputados pelo imenso público. Na memória, um grande acontecimento cultural em Lisboa nesse ano de 1986. Recentemente, de 18 Junho a 12 Julho 2019, expõs na Galeria de Arte do Auto-Club Médico Português em Lisboa.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Óleos S/Tela/2009- Do Azul ao Violeta.











Neste início de 2009, o Azul procura o Violeta na procura da espiritualidade, do intangível, do encontro fusão. Tal como num enamoramento, o acto de pintar tem um estado nascente, um fascínio intemporal. O tempo fica suspenso nos intervalos do pincel e da espátula deixando transparecer a mancha, as formas, os volumes, a pintura.
Júlio Pêgo




sábado, 10 de janeiro de 2009

Óleos S/Tela


Enfrentar a tela branca, soltar nela gestos e impulsos, cor e movimento, transporta-nos pelas veredas do inconsciente num diálogo interno e externo. Assim surge à superfície a mancha, a pintura, a emoção .

domingo, 28 de dezembro de 2008

S/Título.Óleo S/Tela.60x50.2008

Criar, fazer algo de novo, é uma necessidade e fascínio. Há pouco tempo li Richard Feynman (prémio Nobel da Física em 1995, na área da electromecânica quântica): "O Prazer da Descoberta" editado pela Gradiva. Na Arte e na Ciência a descoberta e criatividade andam de mãos dadas com o predomínio da emoção na primeira e o da razão na segunda.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Óleos Recentes/Pintura S/Tela/2008

Estes cinco trabalhos são as últimas pinturas ( 60x80 (3), 70x50, 65x54) fruto de um maior afinco na técnica a óleo, bem mais plástica que o acrílico. Ainda há um predomínio do azul e verde...














domingo, 21 de setembro de 2008

S/Título- Óleo S/Tela- 70x90-2008

A necessidade de pintar invade o dia-a-dia, num movimento de introspecção, num mergulho ao que há de mais profundo dentro de nós. Nesta viagem à profundidade inconsciente emerge algo de vital, de energético, magma que nos transporta e projecta para a superfície da tela. Sem necessidade de interpretação surge algo que nos surpreende e seduz, sem título...

domingo, 1 de junho de 2008

Pintura / Óleo/ Acrílico/2008




























Pintar, enfrentar a tela branca e vazia, é um desafio à criatividade, um estado de espírito aberto à surpresa da descoberta emergente do inconsciente. Estes cinco óleos reflectem os meus últimos trabalhos, ainda de predomínio azul, de espiritualidade etérea, circular e feminima ,tal como as curvas maternais do espaço tempo do universo. A matriz neo-barroca ainda está subjacente... espero conseguir mudar de estrada através de mais trabalho e pesquisa.
Júlio Pêgo

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Diálogo: Pintura versus Escultura


A pintura , na sua bidimensionalidade, exige da nossa mente abstracção e conjugação perceptiva da forma, linha e cor. A escultura desenvolve-se na espacialidade da perspectiva, dos volumes e ausências. Nestas diferenças criativas existe , por vezes, um diálogo inventivo no jogo da surpresa .
Júlio Pêgo

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sem Título. Acrílicos S/Tela








O ofício de pintar é uma permanente pesquisa, um estado de espírito, um mergulho obstinado na tela branca da angústia à espera do gesto musical da cor. No arrastar do pincel surge a mancha da descoberta prevista, viagem e emoção do oculto manifesto, num diálogo surpresa. O difícil é saber parar no zénite, entre o alfa e o ómega, na busca transcendental do momento certo.
Júlio Pêgo



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domingo, 30 de setembro de 2007

Inauguração "Aquém e Além do Símbolo". Convento Cristo


Foi inaugurada a exposição de Escultura e Pintura "Aquém e Além do Símbolo", dia 28 de Setembro 2007, integrada no programa nacional das Jornadas Europeias do Património, pela Directora do Convento de Cristo, Drª Iria Caetano. Para além do autor, estiveram presentes o Ex-Director Dr. Jorge Custódio, o Presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos Dr. Luís Lourenço e outras personalidades do meio artístico e cultural português.








segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Exposição Escultura e Pintura: "Aquém e Além do Símbolo"

Dia 28 de Setembro 2007, ás 16.30H, é inaugurada uma exposição de escultura e pintura, integrada nas Jornadas Europeias do Património, no Convento de Cristo, em Tomar. Estará patente ao público visitante do Convento até 28 de Dezembro 2007.



Na rota do simbólico, acordar o inconsciente, viajar para além do símbolo, ao encontro de afectos, espaços e identidades
O símbolo é uma forma poderosa da comunicação humana, uma forma de linguagem, transversal a todas as culturas porque emerge do inconsciente. Segundo Carl Jung, os símbolos nascem do inconsciente, da sombra, assumem um poder interior do qual estamos conscientes e ultrapassam a própria palavra oral ou escrita.
O simbolismo representa e desempenha um papel importante na actividade mental superior. Presente nas diversas culturas, numa espécie de “inconsciente colectivo”, integra padrões instintivos de pensamento e comportamento que reconhecemos como emoções e valores. Enquadra uma espécie de inteligência genética comum, reflecte sentimentos e imagens, materializa-se na forma na procura do significante. Os símbolos exprimem modelos ou padrões de imaginação que povoam os mitos, lendas, narrativas, ritos, rituais e cerimónias dos povos.A função intuitiva, segundo Cann e Dondieri (1986), está ligada aos arquétipos: anima (feminino), animus (masculino), mãe terra, pai sol, sombra ( expressão de desejos básicos que procuramos esconder no inconsciente),etc.
O homem sempre usou símbolos para exprimir o quê e o porquê das forças criativas e dinâmicas, subjacentes à sua existência. Ao contemplar o universo, tenta decifrar e integrá-lo no sentir da sua existência. Usa a linguagem dos símbolos, tenta conhecer-se a si próprio, procurar luz e conhecimento, segundo uma estruturação religiosa, gnósica ou filosófica. Os símbolos estão relacionados com a descoberta de significados, na tentativa de ir além das suas necessidades básicas de sobrevivência. Estão para além da razão, procuram a realidade profunda, a verdade, na tentativa de criar uma linguagem dirigida ao íntimo, ao coração de si próprio. Os símbolos são expressões conscientes do inconsciente.
O simbolismo aparece também na arte. Expressa-se nos arquétipos, imaginários ancestrais ou mensagens manifestas ou ocultas.O artista faz uso do símbolo para expressar sentimentos, emoções e preocupações do seu tempo, na procura do autoconhecimento, do rasto, da luz, na imortalidade desejada , na transcendência. O simbolismo e arte criativa têm origem comum nos processos mentais do inconsciente, sendo frequente o
artista inclui-lo nas suas obras, com o seu poder de abrir o caminho da paz interior e a sabedoria espiritual.
Uma obra de arte encerra em si uma linguagem, um tipo de conhecimento, um efeito psicológico intenso, um alimento espiritual. No fundo, a arte figurativa ou abstracta, tem uma função simbólica, distinta da linguagem dos símbolos. Enriquece o caminho da vida, a análise crítica, o gosto pela subtileza no prazer da emoção estética. A subjectividade é a sua alma, força, mistério e encantamento. Tem a capacidade de acordar e surpreender o nosso imaginário, a forma significante, aquém e além do símbolo.

Júlio Pêgo/Setembro/2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

S/Título.Acrílico S/Tela.50x40.Ano 2006

Receber a visita dum ilustre amigo e família, em 30 de junho 2007, num almoço de convívio, na companhia dos bons amigos Aníbal e Lena, foi uma honra para mim e a Zé. O Jorge Custódio trouxe ao Casal do Lago a memória comum de longa data scalabitana, vivências de juventude, o Liceu, o "Bar 4", o Manuel Alves Castela, o Mário Viegas, o Cine Clube, o Calado de Santarém,o Padre Nuno, a Chinha, o Vitor Prata e a nossa 1ª exposição colectiva de artes plásticas, no Coreto do Jardim da República. Nessa época de 1966, para além do Pintor Silva Palmeira, o amigo e colega Jorge Custódio era o nosso Pintor, o entusiasta convicto das artes em Santarém. Com uma pincelada , lembrando Modigliani, expôs pintura a óleo, os trabalhos mais importantes da Exposição. Contrariando esta trajectória , veio a revelar-se um grande historiador e investigador, deixando recentemente o cargo de Director do Convento de Cristo, ao fim de quatro anos e meio de trabalho notável.
De visita à Oficina e Atelier de Escultura e Pintura, "apaixonou-se" por este Acrílico ... e a história deste quadro. Como recusei a proposta de compra, foi escrita no seu verso: Aos trinta dias de Junho do ano 2007, fica a presente obra de arte entregue ao amigo Jorge Custódio, em regime de "comodato", por um período de cinco anos.
É assim a relação entre a arte e a amizade, o prazer imaterial dos afectos, o afastar o "vil metal"
para o espaço do mercado , no respeito e satisfação íntima de que "a amizade não tem preço".
Júlio Pêgo 2007/07/12

terça-feira, 10 de julho de 2007

"Nectar"-Joana Vasconcelos (Colecção Berardo)



Visitar o Museu José Ber(n?)ardo é entrar no mundo das artes plásticas, num olhar predominante Pop, com apontamentos interessantes do surrealismo, hiperrealismo e neofigurativismo.

Traz-nos a Portugal ,Miró, Ernest,Picasso,Mondrian,Wharol,Balthus e Bacon, o que é já notável pela escassez de obras existentes no país. A colecção tem grande valor e significado, no panorama português, mas sabe a pouco. Particularmente a quem conhece outras colecções, nomeadamente a Colecção Thyssen, em Madrid, que nos revela o trajecto da história da arte universal, desde a idade medieval aos nossos dias. Incomparável.

Contudo, a colecção é imperdível, beneficiando mais Lisboa cultural.

Júlio Pêgo, 07/07/11

quarta-feira, 4 de julho de 2007

S/Título.Acrílico S/Tela.60x81.1986 (Col.Part.)

O figurativo sempe foi mais imediato, mais palpável, aparentemente mais proveniente do exterior. Não pode ser desprezado pois pertence ao processo evolutivo do pintor, na viagem que faz à sua própria natureza, na busca de conferir e dar sentido ao seu interior. Há 21 anos, a casa estava solitária e fechada, sem nuvens , aparentemente calma, sem a brisa duma janela aberta. Apenas, o silêncio horizontal da persiana
sob o olhar da sombra criptogâmica.
Júlio Pêgo(2007/07/05)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Sem Título. Óleo s/Tela. 70x50



O fascínio pelo símbolo tem sido uma força motriz do artista ao longo dos tempos. A cultura e a sua introjecção modelam o sentir, o amar, o compreender na busca do intangível, do outro lado.
Júlio Pêgo